quarta-feira

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Tais quais
profecias de anos sabáticos astrais
régios ditames, bulas paradoxais
as elegias cativas
de todos os dias
Pascais
aristotélicos fenômenos neurais
parassintéticos discursos urbano-sócio-virtuais
emergem
e prescrevem
Aliás
litigiosos que carimbam os papéis oficiais
estampam os jornais, em termos gerais,
no topo das colunas sociais
Vis metais,
Códigos amorais,
Uísque, gelo e peitos artificiais
pra quem esperava mais,
tanto faz
ainda caem as migalhas do que restou das noites invernais
auroras boreais
milagres subatômicos dos cafés matinais
se eles passarão, não se sabe
os passarinhos já não mais cantam devido as efeitos colaterais
almocreves banais
a glosa da paz retinida nas medalhas e sorvida nas goelas secas de generais
Ah o tempo lá de trás...
hoje refeito, encorpado e com a esperança cálida que fosse jamais
Ao futuro
a taça quebrada e o líquido derramado que ali jaz
Capaz
da menina dos olhos brandir
a supernova em contagem regressiva para explodir
Dalí, os rios, elefantes e relógios surreais
a lua, os satélites e os seres alados em órbitas ovais
As regalias aos vituperados sequer constam nos anais
cerrados os olhos, secas as gargantas
ficaram as lembranças alaranjadas dos colos maternais
nascentes rumo ao cais
o ocaso sacrílego da madrugada e a brisa fria que agita as roupas nos varais
pra quem esperava mais,
tanto faz.