quarta-feira

viço


Não fosse a sorte de exprimir como artifício
seria apenas morte. perigosa e difícil
nesse tempo em que me faço forte ainda que um tanto omisso

Peregrino rumo ao norte, tomo fôlego nos interstícios
Espinhos, pedras, cortes,
alma-sangue e sacrifício.
Implicam com meu porte, com o rigor de meu ofício

Não peço que concorde, mas respeite
Muito menos que se importe, é tão somente o deleite
de esquecer-me no próprio vício

terça-feira

Brincadeira de palavra

(recomenda-se ler em voz alta. Fica mais divertido)

Embriões heterogênos oligarquicamente cafusos
para cabeças ludopédicas arrefecidas de 
um visgo denso sufragado dos eitos perplexos
de onde sibiilam vértices trôpegos em rota descompassada

Bucólicos, decifram julgos bezuntados, juízos latentes
esparsos por longínquas vagas mar adentro
Icosaedros ordenados em dodecassílabos tênues feito uva fosca
Equilíbrio em vertigem transfusa, boba, decaída de cerâmicas coloridas, flores impassíveis e fins de tarde rascunhados em carvão. 

Solilóquios oclusos silentes em si
sonham com cantigas fastigadas pelo suor de cascatas rubras cheirando a sândalo.